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salas expositivas

Primeiro a farinha. Depois a água. O sal. O fermento. As mãos que amassam, com sabedoria e coração, uma e outra vez, a massa que começa a crescer e a ganhar forma, história e memórias.

ciclo do pão

A sala do Ciclo do Pão reconstitui o antigo ciclo tradicional do pão português no seu contexto histórico, através de catorze painéis ilustrados, a que se juntam as alfaias e os utensílios que atestam que fazer pão é originalmente um processo muito artesanal.

As cestas da padeira, a bicicleta-pasteleira que fazia a distribuição do pão, as balanças, os ditados e as lengalengas do passado partilham o espaço com os diversos cereais, nos quais é convidado a tocar para lhes sentir a textura. Nesta sala, três moinhos em contínua laboração oferecem a magia do som de antigamente, a remeter-nos para o passado aqui tão perto.

arte do pão

A arte é marcada pela inspiração no pão, enquanto expressão de ideias, emoções e formas de ver o mundo. Por entre objetos em azulejo, prata, cerâmica, vidro ou madeira, aqui se destacam também a filatelia, a iconografia, os postais e a arte sacra desde sempre ligada ao pão, numa tradição multissecular. E a pintura, pelo pincel de Velhô, pintor português cuja cor e traço devolvem à terra a sua poesia.

É também por esta sala que passam as exposições temporárias do museu, que pode conhecer aqui.

pão político, social e religioso

300 Anos da história do pão são aqui revistos em centenas de documentos originais, que reconstituem a história do pão em Portugal desde a restauração da independência até à restauração da democracia.

A simbologia do pão na religião é muitas vezes associada ao sagrado, evidenciando a sua importância como um dos alimentos essenciais mais antigos, não apenas para o corpo, mas sobretudo afirmando-se como uma base espiritual que simboliza vida, renovação, prosperidade, humildade e sacrifício.

A escrivaninha de Fernando Pessoa, bem como uma rara primeira edição da sua obra, Mensagem, estão aqui em exposição, ambas acessíveis ao público através da sua integração no circuito expositivo permanente do Museu. Este objeto pessoal onde o poeta se inspirava para escrever as suas obras foi adquirido em leilão à família do poeta, bem como os seus icónicos óculos, atualmente cedidos ao emblemático café A Brasileira do Chiado, em Lisboa. Estas peças contribuem para levar a arte a todos, numa iniciativa que não apenas promove a descentralização, levando a cultura ao interior de Portugal, mas também pela relação das obras com os projetos e a narrativa do Museu do Pão.

o maravilhoso mundo
dos hérmios

Hora de pôr, literalmente, a mão na massa!

O espaço temático é especialmente dedicado aos visitantes mais novos, numa sala didática que afinal encanta a todos! Aqui, os gnomos da tribo dos Hérmios, protetores dos primeiros habitantes dos montes Hermínios, convidam a uma viagem imaginária e mitificada ao passado do pão, cheia de movimento, luz, cor e fantasia.

Um espaço onde a história e a lenda se cruzam e onde o pão passa pelos nossos olhos e pelas nossas mãos. No final da visita é hora de pôr a mão na massa e moldar o seu próprio pão que, depois de passar pelo forno, permite levar esta magia para casa.