museu do pão

O Museu do Pão é uma das maiores referências da museologia em Portugal e o maior complexo dedicado ao tema em todo o mundo.

Oferecendo uma experiência multissensorial sobre o património do pão português, o Museu do Pão é um espaço para todos: os que revivem memórias e desfrutam da nostalgia de outros tempos e os que se deleitam com a história e as atividades, cultivando a vontade de aprender.

Um projeto de economia social

Localizado em Seia, na Serra da Estrela, o Museu do Pão é um dos maiores promotores da região do interior, tantas vezes esquecida. Como projeto integrador que democratiza e descentraliza o acesso à cultura, continua a ser um dos museus mais visitados do país, mesmo mais de duas décadas depois da sua fundação, provando ser possível atrair milhares de pessoas para uma geografia distante do litoral, e por isso menos óbvia e natural. O Museu do Pão cria emprego, promove a integração de pessoas no mercado de trabalho na área da cultura e dinamiza a economia local, revelando-se um exercício de sustentabilidade económica e social.

Recebe atualmente 77.000 visitantes por ano e a simplicidade e transversalidade do tema “Pão” fazem com que a experiência multissensorial sobre o património do pão seja apreciada por pessoas de todas as idades e perfis. Mesmo sendo os museus importantes instrumentos de preservação da memória cultural de um povo, há duas décadas apenas uma pequena parte da população os visitava. Para muitas pessoas, o Museu do Pão foi o primeiro museu que alguma vez visitaram e essa memória é frequentemente recordada com nostalgia e orgulho.

O Museu do Pão ganhou em 2024 o prémio “Sustainable Project” atribuído pela TNews, o jornal digital de referência de informação especializada para o turismo, provando que cada vez mais o conceito de sustentabilidade extravasa as fronteiras da ecologia e abraça conceitos como a sustentabilidade social e económica (que, de resto, fomentam também uma menor pegada ecológica). No fundo, o regresso à economia de proximidade, das pessoas, do feito à mão. O pagamento de um valor justo pelos trabalhos que já poucos querem ou sabem fazer, para que os novos se apaixonem por ele e o queiram continuar.

O Museu do Pão, que desde 2002 prossegue obsessivamente este princípio de sustentabilidade económica e social, abriu em 2023 um novo espaço dedicado à rainha da sua região, a ovelha Serra da Estrela e as suas três economias: leite, lã e carne de borrego. O novo Centro Interpretativo da Ovelha Serra da Estrela tem um só propósito – demonstrar a exequibilidade de um conceito económico que coloca o ser humano no seu epicentro e devolve as condições para a fixação de populações em territórios de baixa densidade, que sob um modelo económico sustentável renascem das cinzas para demonstrar que ser pastor de ovelhas pode afinal ser uma profissão mais interessante do que quase todas as que existem numa grande cidade.

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